Deus é santo e justo (4)

 

É muito comum falar-se do amor de Deus. Este é um atributo bem conhecido dEle. Entretanto, só vamos compreen­der bem a extensão desse amor, se conhecermos bem outras características deste mesmo Deus, que são tão importantes quanto Seu amor.

Deus é absolutamente santo

“Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; … portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo.” (Lv 11.44-45).

“Farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Isra­el e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel.” (Ez 39.7).

Santo significa separado, puro, sem mistura. Os objetos santos do templo dos judeus eram os objetos separados, retira­dos do uso normal, comum e diário, para a utilização exclusiva a serviço de Deus.

A santidade está entre os principais atributos de Deus. É a característica pela qual Ele queria especialmente ser conhe­cido desde o Velho Testamento: Lv 11.44,45; 1Sm 6.20; Sl 22.3; Ez 39.7; Hc 1.13.

Para nossa mente é difícil compreender a santidade de Deus. Nós nunca experimentamos nem vimos tal ambiente de santidade. Não há palavras humanas capazes de descrevê-la. É necessário que o Espírito Santo nos revele a Sua santidade.

Aos nossos olhos, alguém que comece a obedecer todos os mandamentos do Senhor, deixando de cometer os pecados que tem consciência, já seria alguém santo. Aos olhos de Deus não. Ele é absolutamente diferente de todas as criaturas. É per­feito e puro. A santidade para Deus significa total e absoluta ausência de mancha ou erro. Para Ele não serve 99% de santi­dade. Ou é totalmente santo, ou é comum e impuro.

É impossível Deus conviver com o pecado.
É contra a Sua própria natureza.

Por esta sua característica, Deus não pode ter comunhão com nada nem ninguém que tenha qualquer mancha, defeito ou imperfeição. Do contrário, Ele estaria anulando a sua santidade. É impossível para Deus ter comunhão com um ser em que Ele visse algum defeito. A Bíblia diz: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal.” (Hc 1.13). É uma impossibilidade. Da mesma forma que é impossível a nós convivermos e mantermos um diálogo com um cadáver. Nem mesmo o grande amor de Deus poderia fazê-lo igno­rar o pecado do homem, permitindo-lhe relacionar-se com ele.

Deus é absolutamente justo

“Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem.” (Sl 89.14)

“Por isso, o Senhor cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz.” (Dn 9:14).

A retidão e a justiça de Deus são as características que de­terminam o Seu tratamento conosco. Há vários textos que atribuem essas qualidades a Ele: Sl 89.14; Is 45.21; Dn 9.14; Ap 16.5.

“O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado.” (Na 1.3)

Todo o amor de Deus não pode invalidar a Sua justiça. Deus não aceita o pecado. Manifesta sua ira e indignação con­tra toda impiedade e injustiça (Rm 1.18). A maior prova da se­riedade e do rigor da justiça de Deus, é o que Ele fez com o Seu próprio Filho, moendo-o por causa dos nossos pecados. Para salvar-nos, Deus não poderia simplesmente tolerar nossos pe­cados. Jesus pagou por eles e foi castigado em nosso lugar.

Por maior que seja o amor de Deus,
Ele não pode invalidar a Sua justiça.

Qualquer homem fica indignado com a injustiça. Todos ficam perplexos com a impunidade. Se alguém presenciasse um perverso assassinato, ficaria revoltado se o juiz responsável pelo caso absolvesse o homicida. Isto ocorre porque todos têm um senso de justiça. Se nós, que somos pecadores, temos este sentimento, quanto mais Deus que é santo e justo. Ele não po­deria deixar o pecador sem o devido castigo.

“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm 1:18).

A condenação do homem é eterna e infinita porque o homem pecou contra o Deus da santidade.

Deus é santo e justo.
Ama o pecador, mas
abomina o pecado.

Os demais aspectos do pecado e da nossa Vida em Cristo você encontra em:

(Texto retirado da Apostila A Vida em Cristo – Edição 2004
– Igreja em Salvador – Site Fazendo Discípulos)

 

 

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