Por que ainda pecamos? (13)

 

Se já nascemos de novo, e há tanto poder na vida de Cristo em nós, por que ainda pecamos? Para responder a essa pergunta, necessitamos compreender um aspecto importante.

De fato, nascemos de novo. Somos novas criaturas. Em nosso interior há um novo homem, liberto da escravidão do pecado. Este novo homem não tem nenhuma obrigação para com o pecado.

Entretanto, como vimos no post Os três aspectos do pecado (2), o pecado habita em nosso corpo mortal. E este Novo Homem ainda não recebeu um novo corpo. O Novo Homem, por assim dizer, vai ainda utilizar o corpo velho. Ele vai ainda viver em um corpo com uma natu­reza pecaminosa, estragada.

Um dia, na redenção de todas as coisas, receberemos corpos novos (Rm 8.23; 2Co 5.2). Até lá haverá em nós um conflito interior, que é a carne inclinando-se para o pecado e o espírito vivendo para Deus.

O conflito entre a carne e o Espírito

“Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (Gl 5.17)

Este conflito não existia no Velho Homem. Ele só tinha uma maneira de viver: fazendo a vontade da carne. O Novo Homem, porém, pode viver de duas maneiras: inclinando-se para a carne ou para o espírito.

O Novo Homem quer agradar a Deus. Tem um novo es­pírito que quer fazer a vontade de Deus. Mas encontra em si a carne, uma natureza estragada que não quer agradar a Deus.

“Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.” (Rm 7.22-23)

Os conflitos são diários: O espírito diz: ame, perdoe. A carne diz: brigue, reclame. O espírito diz: ore, satisfaça ao Se­nhor. A carne diz: durma, satisfaça a você mesmo. O espírito diz: pregue a palavra. A carne diz: não me faça passar vergo­nha. As lutas são o dia inteiro. Por isso Paulo diz: “E, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial” (2Co 5.2).

Nossa vitória já foi garantida.

Mas esta não é uma batalha entre dois poderes iguais. Mesmo que a carne fale alto e pareça ter grande força, o peca­do já não tem mais poder e autoridade sobre aquele que nasceu de novo.

A lei do pecado e da morte foi vencida

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8.2)

Como vimos no estudo Todos os homens são escravos (10), todos os homens estão debaixo de uma lei espiritual: a lei do pecado e da morte. Essa lei cor­rompeu a natureza humana e tornou o homem incapaz de fazer a vontade de Deus.

Em Cristo, fomos libertados da lei do pecado e da morte. Não estamos mais sujeitos a ela. Não somos mais escravos do pecado. Temos esperança.

Anteriormente comparamos a lei do pecado e da morte com a lei da gravidade – em Todos os homens são escravos (10). Como a lei da gravidade pren­de todos os corpos à terra, e todos estão sujeitos a ela, assim a lei do pecado e da morte determina que nossa carne seja atraída pelo pecado.

Entretanto, o texto acima (Rm 8.2), nos revela uma outra lei: a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus. E este texto nos revela que esta lei é superior à lei do pecado e da morte.

A lei do Espírito da vida é superior à
lei do pecado e da morte.

Como vimos, a lei da gravidade não pode ser eliminada. Mas ela pode ser superada. Como? Tomemos por exemplo o avião. A lei da gravidade exerce pressão sobre ele, puxando-o para baixo. Porém, durante o vôo, existe uma outra lei operan­do no avião que supera a lei da gravidade: a lei da aerodinâmi­ca. Esta é uma lei mais forte que a lei da gravidade e mantém o avião no ar. O avião fica livre para voar.

Assim também nós. Não estamos mais presos à lei do pecado e da morte. Fomos libertados do pecado e temos poder para não mais obedecer a nenhuma ordem dele.

Temos poder para nunca mais
obedecer ao pecado. Aleluia!

Entretanto, não podemos esquecer que embora não este­jamos mais presos à lei do pecado e da morte, ela não foi ainda eliminada. O pecado continua presente em nossa carne. Assim como a lei da aerodinâmica também não elimina a lei da gravi­dade. Por isso, se o avião desligar os seus motores, ele cairá. Isto é uma prova de que a lei da gravidade estava todo o tempo presente, mas a lei da aerodinâmica a superava.

Assim nós também. Embora tenhamos à nossa dispo­sição um poder, um motor fortíssimo que nos livra da lei do pecado, nós podemos ou não utilizar esse poder.

A lei do pecado e da morte foi vencida mas,
por enquanto, não foi eliminada.

Por causa disso, o novo homem tem duas formas de an­dar: ou segundo a carne ou segundo o espírito. Ele decide se se inclinará para a carne ou para o Espírito.

Leia mais sobre o Andar no Espírito no próximo artigo: O Andar no Espírito- ser cheio de Cristo (14)

Você pode também estudar mais sobre a realidade de nossa Vida em Cristo em:

(Texto retirado da Apostila A Vida em Cristo – Edição 2004
– Igreja em Salvador – Site Fazendo Discípulos)

 

 

Você pode gostar...