Amizade e instrução

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A amizade dos pais

Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe, então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive. Pv 4.3-4 .

a. Dar tempo e atenção

Os filhos são prioridade na vida dos pais. São seu ministério mais importante. Eles devem saber do valor que eles têm para os pais e do prazer que lhes dão.

Alguns pais preocupam-se apenas em dar sustento, casa, comida, estudo, roupas, saúde e presentes. Acham que já estão cumprindo o seu papel . Os filhos não têm apenas necessidades materiais, eles necessitam dos próprios pais não podem ser substituídos por presentes, creches ou babás.

Quando são pequenos, os filhos têm muito desejo de re­lacionamento com os pais. Mas se os pais não estiverem pre­sentes, eles serão supridos por outras pessoas. Assim, quando forem grandes, poderão não gostar tanto de estar com seus pais.

b. Dar ouvidos

Os pais devem dedicar tempo e paciência para ouvir seus filhos, suas longas histórias, suas perguntas, suas des­cobertas, o que eles sentem e inteirar-se sobre o que eles conversam com seus colegas. Enfim, os pais devem con­quistar abertura total, a ponto desses filhos sentirem-se à vontade para contar-lhes toda a vida.

c. Fazer declarações de amor

Essa é uma prática muito simples, mas muito importante: dizer aos nossos filhos o quanto os amamos. Expressões como: “Eu amo você”, “você é muito importante para mim”, “sou grato a Deus por sua vida”, “você é um presente de Deus para nós”, são simples e produzem grande fruto. Podemos telefonar para casa só para falar com eles, mandar cartões, telegramas. Todos gostamos de saber que somos amados.

Filhos precisam de tempo, atenção
e carinho. Os elogios ajudam a formar
corretamente o caráter dos filhos.
d. Dar beijos, abraços e gestos carinhosos

As palavras, muitas vezes, não conseguem expressar tudo; gestos são necessários. Um abraço, uma carícia, passar a mão pela cabeça, segurar as mãos com carinho, beijar, carregar nos braços, carregar nas costas, rolar pelo chão, correr juntos, brincar de pega-pega e esconde-esconde. Essas coisas podem ser expressões mais fortes que as palavras, mesmo para os filhos maiores.

e. Elogiar e usar palavras de encorajamento

Os pais devem elogiar seus filhos quando fazem algo bem ou quando, pelo menos, tentam fazer bem. Não devem apenas criticar e reclamar quando eles erram. Muitas vezes, um elogio ajuda tanto quanto uma repreensão. Os elogios ajudam a formar corretamente o caráter de nossos filhos. Elogios também rompem complexos de inferioridade.

f. Dar presentes simples

Hoje em dia, é muito comum com­prar brinquedos industrializados e caros. Os pais perderam muito a sua criatividade. Presentes criativos, feitos pelos próprios pais (carrinhos de sucata, pipas, barracas, aviões, cavalinhos, etc.) têm um valor muito maior. Os filhos gostam e se sentem amados. Cuidado para não querer trocar o carinho e a atenção por presentes caros.

g. Brincar

Mesmo que nossos filhos tenham muitos amigos, nenhuma brincadeira se compara a brincar com seu pai ou sua mãe. Te­mos que ter tempo para sentar no chão e brincar com nossos filhos. Correr, jogar, contar história, enfim brincar do que eles gostam. Isso deve acontecer com os filhos de todas as idades.

h. Sair juntos

Sempre que possível, devemos levar nossos filhos conosco quando sairmos. Eles devem andar conosco, sobretudo quando estivermos fazendo a obra do Senhor. Devem nos conhecer, ver nosso comportamento, ver nosso trabalho, ver nosso re­lacionamento com as pessoas. Eles não são um incômodo em nossa vida, são nosso bem mais precioso na terra.

Filhos não atrapalham nosso trabalho.
Eles são nosso principal trabalho.

O conjunto dessas ações tornará os pais acessíveis aos filhos e os filhos, aos pais. Essa amizade e acesso serão indispensáveis nas horas de crise dos filhos.

A instrução dos pais

Ensina a criança no caminho em que deve an­dar, e ainda quando for velho, não se desviará dele. Pv 22.6.

Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” Dt 6.6-9.

Enquanto o exemplo é a base fundamental para a formação da vida e dos valores dos filhos, a instrução direciona e ordena essa formação. Instruir significa: ensinar, doutrinar, formar, capacitar, comunicar. As crianças não aprendem somente por ver e imitar, elas necessitam ser instruídas em todos os aspectos da vida.

Nossos filhos são bombardeados, todos os dias, com uma imensa variedade de informações e influências mundanas e pecaminosas. São, literalmente, catequizados por um sistema de mentiras “anti-Deus”, nas salas de aula, nas conversas com colegas, nas músicas, na TV, na internet, nas revistas, nos li­vros, etc. Temos que livrar nossos filhos do engano.

Para fazer frente a essa influência do mundo, temos que ser muito presentes e diligentes no ensino. Temos que ensiná-los sempre, o dia todo, em todo lugar. Não podemos perder ne­nhuma oportunidade. É indispensável praticarmos o que está ordenado em Dt 6.4-9. Uma criança é como uma mala vazia. A bagagem que ela carregará pelo resto da sua vida de­pende dos pais.

Necessitamos também de encontros especiais durante a semana com nossos filhos, reservados para falar-lhes do Se­nhor e ensinar-lhes a verdade, instruí-los com a palavra, contar-lhes histórias e aconselhá-los.

Disciplina sem instrução pode
produzir um filho obediente aos pais,
mas não um filho temente a Deus.

É importante que nosso ensino seja muito gracioso e inspirado, para al­cançar o coração dos filhos. Para isso, dependamos do Espírito Santo, orando, buscando graça e poder para comunicar a verdade a eles. Também devemos ser agradáveis, sábios, simples e práticos. Não demasiadamente longos. O conteúdo e a linguagem devem ser adequados à idade de cada um. Quando são pequenos, o ensino deve ser permeado de ilustrações e histórias. Quando maiores, que seja cheio da participação deles.

Temos que saber bem o que ensinar. Não podemos ficar desatentos. Formamos filhos para Deus, para o seu serviço neste mundo. Por isso, é necessário ter um plano sem deixar de fora nada importante. Devemos ensinar nossos filhos nas seguintes áreas:

a. Relacionamento pessoal com Deus

Ensinar a fé e a confiança em Deus. O amor a Deus. A sub­missão e obediência à palavra de Deus. Oração e dependência de Deus em tudo. Orar quando se machuca, quando precisa de alguma roupa, sapato ou brinquedo. Ensinar a dar graças por tudo.

Falemos do amor de Deus por nós e dos seus feitos (Sl 78.3-4). Falemos do Seu poder e da Sua grandeza. Contemos sobre a pessoa de Cristo, Seu amor, Seu esvaziamento, Sua obediência, Sua morte e Sua ressurreição. Ensinemos sobre o Propósito de Deus, a queda do homem e o perdão e vida que todos necessitamos por meio de Cristo. Contemos aos nossos filhos as verdadeiras histórias das obras do Senhor, ao invés das típicas estórias de criança do mundo.

b. Caráter

Ensinar a não ser orgulhoso, nunca mentir, nem ser egoísta, medroso, melindroso ou preguiçoso. Ensinar também a ser manso e submisso às autoridades, a ser humilde, verdadeiro, generoso, corajoso, responsável, trabalhador, estudioso e organizado; ensinar a ser cuidadoso no falar, honesto, justo, perdoador, puro no trato com o sexo, ensinar a dizer não às pressões de amigos e colegas; ter uma boa auto-estima (não ser presunçoso nem complexado), ter domínio próprio, usar bem o tempo e profissionalizar-se.

Dependamos do Espírito Santo,
buscando graça, poder e sabedoria
para ensinar os nossos filhos.
c. Relacionamento com as pessoas

Ensinar a amar ao próximo, servir e ter compaixão dos que sofrem. Ensinar também a ser amável, gentil, cumprimentar as pessoas e a respeitar os outros, especialmente os mais velhos e deficientes, e a ser educado – expressões como “com licença”, “por favor” e “obrigado”. Ensinar a tratar todos bem e a não fazer acepção de pessoas, ser simpático, fazer amizades, honrar aos outros e a elogiá-los; alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram, alegrar-se quando os outros são honrados e presenteados. Ensiná-los a saber sofrer injustiça e a reconhecer os erros, pedindo perdão aos ofendidos.

d. Higiene e hábitos pessoais

Ensinar a ter uma boa alimentação, comer de tudo educa­damente; ensinar a ser higiênico – escovar os dentes, tomar banho, etc.; ensinar também a cuidar da limpeza, não sujar o chão, cuidar e organizar as suas coisas (brinquedos, livros e roupas); ensinar a vestir-se com decência e sem vaidade.

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Pv 22.6.

Pratiquemos o mandamento acima e creiamos em seu fruto.

Amizade e instrução

Texto retirado da Apostila A Família – Edição 2013
– Igreja em Salvador – Site Fazendo Discípulos)

Mais sobre família em: A família segundo Deus.

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