Orações e Súplicas

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Apresentando orações e súplicas

O Espírito Santo nos exorta a apresentar diante de Deus nossas petições pela oração e súplica.

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens.” 1Tm 2.1.

“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.” Ef 6.18.

“Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Fp 4.6.

Outra vez, estamos diante de algo muito importante, tanto para nosso relacionamento com Deus quanto para que se cumpra a sua vontade na terra.

Por que é necessário pedir a Deus?

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus dará boas cousas aos que lhe pedirem?” Mt 7.7-11.

Jesus novamente nos insta a pedir ao nosso Pai todas as coisas que necessitamos. Mas, por que é necessário que nós lhe peçamos, se Ele sabe do que temos necessidade antes que nós o peçamos (Mt 6.8)? Por que devemos pedir-lhe por algo? A resposta é simples; Deus conhece todas as coisas, mas Ele quer que nós as peçamos. Ele não quer agir sozinho. Deus quer cultivar um relacionamento de pai e filho conosco.

Deus não quer agir sozinho. Ele espera
que seus filhos lhe peçam.

Este é o princípio da oração. Ele quer que seus filhos trabalhem com Ele através da oração. Pela oração, trabalhamos com Deus pelo cumprimento da sua vontade.

“Assim diz o Senhor Deus: Ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel, que lhe multiplique eu os homens como rebanho.” Ez 36.37.

No texto acima vemos claramente o Senhor querendo ser solicitado por seus filhos. Acontece assim:

  • Primeiro: Deus tem um plano. Conhece a necessidade do homem e quer supri-la. Essa é a sua vontade.
  • Segundo: Ele revela a sua vontade ao homem, e espera pela oração do homem.
  • Terceiro: O homem pede a Deus para que cumpra a sua vontade. “Seja feita a tua vontade,…” Mt 6.10.
  • Quarto: Deus cumpre a sua vontade e atende a oração do homem.

Que mistério! O Senhor estabeleceu um princípio: Ele espera que seus filhos orem antes de cumprir a sua vontade. Quanta responsabilidade e temor vêm sobre nós!

Deus espera pelas orações e súplicas antes de realizar a sua vontade.

“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.” Ez 22.30.

Observemos que o cumprimento da vontade do Senhor pode ser atrasado por falta de oração. Muitas coisas que Deus quer fazer em nossas vidas podem não estar acontecendo por falta de oração.

Como orar?

  • Sempre segundo a vontade de Deus: 1Jo 5.14-15. Deus só atende aos pedidos segundo a sua vontade.
  • Com fé: Hb 11.1,6; Tg 1.6-7. Sem duvidar. Sem fé não receberemos o que Lhe pedimos.
  • De todo coração: Jr 29.13 ; Mt 6.5-6. Não indiferentes, apressados ou com palavras “da boca para fora”.
  • Com contrição e humildade: 2Cr 7.14-15. Lc 18.9-14.
  • Sem exigências ou reivindicações: Mt 15.25-28. Apesar do Senhor ser nosso Pai, não podemos ter no coração uma postura de exigência, como se Ele tivesse a obrigação de nos atender.
  • Com perseverança: Lc 11.5-10. Não desistir. Ainda que demore.
  • Não de forma egoísta: Tg 4.3. Não visando nossos interesses.

Conselhos práticos

Além de orar sem cessar, todos nós devemos separar um tempo diário específico para apresentar diante de Deus nossas orações e súplicas. Nesse tempo a sós, observemos alguns conselhos:

  • Devemos fazer uma lista prática e específica dos assuntos e necessidades a orar, isso nos ajuda a não esquecermos de nada importante e a não nos distrairmos.
  • Quando nos distrairmos e o pensamento “voar”, devemos “trazê-lo de volta” e então continuarmos.
  • Podemos apresentar cada assunto com calma, detalhando-o diante do nosso Pai, entregando a Ele toda nossa carga.

Além do tempo de oração sozinhos, o Senhor nos ensina a orar uns com os outros. A Igreja do princípio utilizava grande parte do seu tempo reunidos em oração. Devemos orar muito juntos (Mt 18.19-20; At 2.42; 4.23-31 ). Notemos alguns aspectos, desse tipo de oração conjunta:

  • Cada um deve estar atento à oração feita pelos demais e participar, concordando. Isso anima uns aos outros. “Amém” expressa concordância.
  • Um só irmão não deve orar de uma só vez por todos os assuntos que tiver desejo, como se estivesse sozinho. Deve-se trazer um assunto por vez, permitindo que os demais orem também por ele, “cobrindo” todos os detalhes. Só então deve-se passar a outro assunto.
  • Todos devem orar, ninguém deve ficar calado. E, ao orar, falar em um volume de voz suficiente para que os demais possam ouvir.

Texto retirado da Apostila Comunhão com Deus – Edição 2013
– Igreja em Salvador – Site Fazendo Discípulos)

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