A importância das obras (8)

 

Importa se pecamos ou não?

É claro que importa. E muito. Devemos entender muito bem isto.

Depois de entender que nossa justificação não depende de nossas obras, alguém pode ter uma reação maldosa, brin­cando com Deus e desprezando a Cristo.

“E por que não dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa.” (Rm 3.8)

“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Rm 6.1-2)

Alguém pode querer enganar a Deus tendo a seguinte reação: “Já que não depende de meu procedimento, porque vou obedecer? Por que vou me negar, se não é pelo meu esfor­ço que sou salvo? Posso então pecar a vontade. Vou viver no pecado e usufruir da graça gratuita de Deus. Quanto mais eu pecar, mais vou ser perdoado, maior será a graça de Deus para comigo.” Esta é a reação que Paulo cita nos textos acima.

Esta pessoa não engana a Deus. Engana a si mesma.

Se alguém vive na prática do pecado,
tem uma fé falsa, e não está justificado.
“A fé que justifica é a mesma que santifica.”

A obra de Cristo que produz a justificação dos pecados é a mesma que produz a libertação do pecado. Se alguém diz crer na morte de Cristo e continua vivendo na prática de peca­do, a sua fé é falsa. Como pode alguém crer que foi justificado de seus pecados e não crer que foi libertado da escravidão do pecado? A fé que justifica é a mesma que santifica. Quem não tem fé para viver uma vida santa, não tem fé para ser justifica­do dos seus pecados.

Deus não nos aceita em base de nossa conduta. Mas só são justificados pelo sangue de Cristo aqueles que verdadeira­mente nasceram de novo. E aqueles que nasceram de novo não vivem na prática do pecado.

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pe­cado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1Jo 3.9).

Aquele que quer viver na prática
do pecado, não está em Cristo e não foi
justificado de seus pecados.

Há uma grande diferença, entre alguém que cai em um pecado isolado, e alguém que vive na prática do pecado. Para justificar aquele que cai e se arrepende é que Jesus morreu.

E as obras, são importantes?

Sim. As obras são muito importantes. Não somos salvos pela prática de boas obras, mas fomos salvos para praticar as boas obras.

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glo­rie. Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”. Ef 2.8-10.

Qual é a importância das obras?

Não temos que praticar boas obras para poder ser salvos, mas fomos salvos para poder praticar boas obras. Somos sal­vos para viver uma vida reta e sem pecado.

As obras não nos salvam, mas são
uma evidência de que fomos salvos.

“Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.” (Tg 2:17-18)

A confissão dos pecados

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.” (Tg 5.16)

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1Jo 1.7)

O que é que nos limpa de todo o pecado? É o Sangue de Cristo. Porém, vemos que este texto estabelece condições para que este sangue opere em nós, e para que mantenhamos comunhão uns com os outros: andar na luz.

A confissão é condição para a purificação.

Para entender melhor este assunto deve-se estudar o en­sino específico do Andar na Luz.

Paz e comunhão com Deus eternamente

Confessemos nossos pecados e tomemos posse do po­der da cruz de Cristo. Provemos a abundante graça de Jesus. Desistamos de toda pretensão de sermos aceitos por nosso procedimento. Fomos lavados pelo sangue de Cristo e salvos da condenação eterna. Ninguém mais pode acusar-nos ou con­denar-nos. Aleluia. (Rm 8.31-39).

Que bendita esperança: pensar que vamos passar a eter­nidade com Aquele que tanto nos ama!

Leia mais sobre a nossa Vida em Cristo em:

(Texto retirado da Apostila A Vida em Cristo – Edição 2004
– Igreja em Salvador – Site Fazendo Discípulos)

 

 

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